NA ROCA DO TEMPO - contos, 72 páginas

Em Na Roca do Tempo, Elisa Flores faz sua estreia em Prosa, confirmando, na minha (deliciada!) leitura, sua premiada natureza poética. Através dessa obra, ela permite e presenteia um íntimo e instigante passeio por cenários e personagens, com visões e emoções, reais e do "imaginário encantamento", que validam e reforçam seu destino desde menina: poeta.

Márcia Leite, poeta, membro do PEN Clube do Brasil e da APPERJ.

Elisa Flores

Carioca, foi professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ - e da Universidade do Rio de Janeiro - UNIRIO - por concurso público de títulos e provas. Formou-se no magistério instrumental (piano) pela UFRJ e também no curso de Educação Artística, especializando-se na área líteromusical, através de canções do nosso folclore e também dos lieder de Schubert, de Schumann, de Fauré, de Debussy e de vários outros autores. Elaborou projetos aprovados pelo CNPQ na área de cointérprete, atuando em importantes salas de Arte e Cultura, tais como: ABI, UBE, Villa -Lobos, Alberto Nepomuceno, sala da Congregação (UFRJ), Salão Azul (Cidade Universitária), sala Vera Janacópulos (UNIRIO), Salão Dourado (UFRJ) por ocasião do Foram de Poesia, Teatro Glaucio Gill, Casa de Cultura Julieta Serpa e outras, apresentando-se a solo ou acompanhada pelo pianista Colbert Hilgenberg. Atuante nas oficinas de Cairo Trindade e de Marcus Vinicius Quiroga, dedica-se a recitais de poemas a solo ou ligados à música. É autora de textos poéticos, crônicas, artigos publicados em revistas, inclusive assinando coluna no Jornal Rio-Letras. Também trovadora, Elisa recebeu vários prêmios por seus poemas e trovas, inclusive nos Jogos Florais do Rio de Janeiro, do Paraná e de Nova Friburgo, outorgados pela União Brasileira dos Trovadores. Em 2004 foi premiada no Concurso de Poesia patrocinado pela Secretaria de Cultura do Paraná. Obteve por três vezes o primeiro lugar e respectivos troféus em concursos de trovas clássicas, e troféu nos Jogos Florais de Nova Friburgo. Participou, com JOGANÇAS, no livro dos doutorandos da UFRJ, ALÉM DO CÂNONE, organizado pela Pós-doutora Prof. Helena Parente Cunha. Integrou o quadro do SEERJ (Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro), onde ministrou oficinas de trovas.É membro titular do PEN Clube do Brasil e da Academia Internacional de Música, sócia do SEERJ, da APPERJ, UBE, UBT, Sociedade Eça de Queiroz, AEXPEM da UFRJ. Membro da IWA, membro da Divine Académie Francaise des Arts, Sciences et Culture, membro da Academia Luso-Brasileira de Letras. Autora de doze livros e a caminho do décimo terceiro “solo” além de muitas Antologias (poesias, crônicas, contos, trovas, aldravias) e, também, ensaios, artigos. Em 2012 com VERSO & REVERSO teve o prêmio Moacyr Félix pela UBE. Em 2013, Elisa Flores recebeu o título de Embaixadora outorgado pela academia francesa supracitada, recebeu o Diploma de “Mérito Cultural” pela apresentação de seu livro MODULAÇÕES no evento “Livro Aberto” e o Prêmio Vinícius de Moraes da UBE, para o mesmo livro. Em outubro de 2013, Elisa lançou seu novo livro MEU DEDO MÍNIMO de Aldravias, que ganhou também da U B E o prêmio Casimiro de Abreu. O ÚLTIMO ACORDE foi publicado no ano de 2014.

LANÇAMENTO EM 22 SETEMBRO DE 2016, 17h, PEN Clube do Brasil, Praia do Flamengo 172, Rio de Janeiro/RJ.

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Elisa Flores


Muitos anos se passaram. Já casada, com filhos e netos resolvi, certo dia, dar uma volta na quadra perto de casa. Passeando, observo prédios novos e, pela primeira vez, paro em frente das duas casas geminadas, bem antigas, possivelmente tombadas. Janelas e portas em ogiva, escultura nas testadas, pareciam mais igrejas que moradas. De repente, da casa mais carcomida e mal conservada saiu uma velha bem antiga qual a casa, encruada, que gritava: –“ O que faz você aí parada? Olhando o quê? Vá andando, vá andando”. Confesso que me assustei e tentei explicar-lhe. Mas, ela continuou a vociferar: –”É assim que acontecem os assaltos. Quer descobrir o quê? Vá embora trabalhar”. O susto foi tremendo! Saí no pé correndo! Entrei no supermercado, ali ao lado, aturdida, assustada, fiz compras que nem precisava. Retornei ao meu apartamento, apressada. Tudo por causa daquela casa velha esclerosada...


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