
O avesso e o reverso na ponta da pena - 164 páginas

Vannda Santana
Esta obra nos permite um breve retorno ao
velho e quase já ultrapassado gênero literário. Resgatar
aqui o “belo” para que o instante possa nos conduzir às lembranças
de qualquer tempo, lugar, linguagem e outras fantasias, fica a critério
do leitor. A escrita segue a vertente que vai da crônica descritiva à
tentativa ensaística, objetivando ser mais que um simples relato do cotidiano.
Escrever imagens vestidas de realidades é viajar pela imagética,
para ancorar se no real. Como toda narrativa fotográfica, que tem por
objetivo ajustar o foco para melhor visão da imagem, aqui o processo
não é diferente: os ingredientes são os mesmos. O que muda
é a semântica dos temas que vão fazer parte do cenário
visual e imaginário. Em Divagações, a literariedade sinaliza
uma percepção com pitadas de humor. Sociais representam o retrato
do dia-a-dia e das coisas que nele existem. Teóricas refletem a influência,
o encontro e o desencontro, com mundos e culturas diferentes. Amor, tema que
não se exaure; e, se amar é bom, nada melhor para se expressar
o amor do que senti-lo.
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