NA MORADA DO TEMPO - poesia, 116 páginas
Prêmio Vicente de Carvalho
Internacional de Literatura/UBE-RJ
Livro inédito de poesia - 2º lugar



Celi Luz

Celi Luz nasceu e reside no Rio de Janeiro/RJ. Poeta, professora de Língua Portuguesa, pela UFRJ. Pós-graduada em Língua Portuguesa: Linguística do Texto, também, ficcionista com publicação de textos em diversas antologias, jornais, revistas e sites. Livros:  O sol da palavra, poesia, Ed. Ibis Libris, 2009, Rio/RJ;  Bruno Berdistroki em: Senhorita Eme, infantil/poesia, Oficina Ed., 2013, Rio/RJ, lançado na XVI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Professora Premiada em prosa e verso. Troféu Destaque Poesia-2005 pela Secretaria Municipal de Educação/RJ. Prêmio Lions Cultura/2009. Prêmio Latino-Americano de Cultura/Argentina, 2013. Membro da Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Escritores/RJ. Em 2013 recebeu o Prêmio Vicente de Carvalho de Literatura pelo seu livro NA MORADA DO TEMPO.

Na morada do tempo: cercado de memórias afetivas, de pulsão no presente e de esperança no futuro, é, dentro de suas questões e angústias, extremamente envolvente. Seus versos tentam tocar o Mistério, o inalcançável. E faz dessa busca uma poesia de alto teor literário. A poeta Celi Luz consegue que o leitor entre no seu mundo, perfeito e caótico, estimula seus sentidos, utilizando-se tão somente da força sonora das palavras, de seus fonemas e da construção, quase arquitetônica, do seu campo imagético e plástico. E dá um sentido grave (e poético) a coisas transitórias e comuns.

Tanussi Cardoso - Presidente do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro

 

NA MORADA DO TEMPO
Celi Luz
 

 

A lagoa sorri na sexta hora, que a pele da penumbra se desfaz
e o céu da Barra dourado de aurora, mais um útero das águas
nos traz.

A brisa convida os verdes cabelos, coro de aves, regido por Deus.
Há partes tomadas, brancos novelos, um porto das gaivotas
para os céus.

O espelho das águas reflete o intento, barco solitário faz travessão
e a língua das águas falando ao vento, não há como calar
o coração.

Se o rumo da hora empurra a lagoa, olho de jacaré busca o calor
se veste de escama e dança a sereia, as capivaras procuram
amor.

A paisagem se refaz diariamente: É a lagoa na morada do tempo
berço de tantas vidas inocentes, tantas carências do homem
infenso.

Há projetos que respeitam a bela. Ouro espalha e espelha, oceano invade
as gaivotas revezam com as estrelas, e as ninfas trazem
a fertilidade.

Mona Lisa das águas desafio, sorriso mistério colheita boa
entre dia e estrela, entre mar e rio. Há o que refletir
no sol da lagoa.



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