
MARULHADA - contos, 282 páginas
Audálio Gomes Alves
LANÇAMENTO DIA 26 DE OUTUBRO DE 2009, no Bar do Ernesto, Largo da Lapa, 41, Lapa, Rio/RJ, às 19h.
Acostumado com o marulhar das ondas do
mar resolvi, após deixar a vida marinheira, procurar no marulho das
ondas literárias sentir a mesma sensação e a mesma agitação
como se fora a do mar numa marulhada.
Peguei o embalo da maré, relembrando a Escola de Aprendizes, onde preparei-me
para as lides do mar. Vi homem ao mar lutando pela sobrevivência nas
ondas revoltas. De mãos dadas com irmãos e sobrinhos contei
contos nunca dantes contados. Dediquei-me à narração
de histórias de mar e terra em prosa e verso. Escrevi minhas audalianas
poesias. Soltei todas as velas do veleiro, do gurupés à mezena,
deixando-as enfunadas ao sabor do vento. Depois de muito navegar, “acostumado
a deliciar o marulho das ondas em harmonia, a apreciar os luares na solidão
dos mares percorridos” lá estava eu, novamente, são e
salvo, de volta ao meu paraíso. Daí, então, durante um
ano inteiro de proveitosas pesquisas no arquivo da secretaria da Loja, organizei
a elaboração e publiquei um livro sobre a história do
sesquicentenário da Loja Maçônica Estrela do Rio, minha
Loja-Mãe. Morando no Recreio dos Bandeirantes descrevi em versos o
recreio de poemas, onde louvo, principalmente, as mulheres, a minha vivência
no mar, a minha inesquecível Milagres, e mostro a minha admiração
pela Holanda. Embalado na rede da varanda contemplo a rua silenciosa onde
moro, recordo as minhas aventuras, e, de vez em quando, tomo uma geladinha,
para avivar a minha verve e brindar a poesia. Impregnado de maresias, mostrei
em poesia o retrato da alma marinheira, acostumada à solidão
doas mares e aos dissabores da vida. Por fim, tornando em realidade um sonho
maçônico, ajudei a fundar a Loja Maçônica Eugênio
Bargiona no Recreio dos Bandeirantes.
Não menti quando disse que não sou um poeta nem um escritor
renomado. Repito, aqui, que sou apenas um marujo safo, um ex-homem do mar
que gosta de contar suas histórias de mar e terra em prosa e verso.
Os meus contos geralmente são de ficção, com sal e pimenta
a gosto, isto é, numa linguagem realista que, sinto muito, possa, às
vezes, fazer corar até o próprio marinheiro.
Nesta minha introdução metafórica, quero expressar a
minha satisfação e a minha alegria de estar novamente conduzindo
um barco literário, ajudado pelas correntes marítimas favoráveis,
sempre ao sabor do marulhar das ondas.
MARULHADA, é, portanto, mais um livro de contos que marulha, isto é,
sacode, o meu desejo e a minha disposição de escrever. Concordo
plenamente com quem disse que “escrever é um ato de amor”.
Escrevendo estou satisfazendo o meu ego e completando a realização
de um sonho, de uma meta e de um ideal há muito tempo definidos.
Agradeço o incentivo da minha esposa e filhos, principalmente a ajuda
inestimável da minha filha Sandrinha, revisora, assim como à
minha neta Ingrid, pela diagramação do livro e confecção
de tão bela capa.
Audálio Gomes Alves
Zélia Fernandes, Audálio, Sandra & Sérgio Gerônimo no dia do lançamento
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