MAQUINA MUNDI - poesia, 138 páginas

Um passeio pelos poemas do poeta carioca Marcelo Mourão, no site Recanto das Letras, confirma uma tendência positiva que detectei desde o seu livro de estreia, O diário do camaleão. Tendência essa que consiste, justamente, na capacidade do autor de viajar por vários temas e estilos poéticos contemporâneos, numa atitude que ratifica o espírito mutante que o título daquela primeira obra sugere. Marcelo, figura carismática que se tornou muito conhecida no ambiente literário do Rio de Janeiro, faz uma poesia que ora nos encanta, ora nos faz pensar, ora nos faz rir. Nada escapa à reflexão do autor: desde os temas universais, como a vida e a morte, aos mais corriqueiros, que emprestam vida a essa divina comédia humana. E não faltam os metalinguísticos, em que Marcelo, por vezes, não hesita em retirar a poesia do sagrado pedestal que alguns lhe pretendem impor. Parabéns, poeta!
Ricardo Alfaya, poeta e escritor



Marcelo Mourão

 É professor graduado em Letras (Língua portuguesa e Literatura) e pós-graduado em Literaturas de língua portuguesa. É também poeta, escritor, crítico literário e produtor cultural. Nasceu no bairro do Engenho de Dentro, subúrbio do Rio de Janeiro, e começou a fazer poesia em 1989.
Atuou como vocalista e letrista da banda de rock Atos de Loucura, durante a década de 90, em pleno movimento Rock Brasil.
De 1993 a 1998, cursou História no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ.
Desde 2007 é militante ativo no movimento artístico e poético carioca. Participa de vários eventos, shows, antologias e agitos literários dentro e fora da Internet.
Foi um dos idealizadores e apresentadores do sarau POLEM (Poesia no Leme), de 2008 até 2011.
Lançou, anteriormente, dois livros, O diário do camaleão, seu primeiro livro de poemas, em 2009 e, no primeiro semestre de 2015, Temas em literaturas de língua portuguesa: os diferentes olhares, sua obra de estreia dentro da área de crítica literária.

Tem um romance inédito e outro em elaboração

LANÇAMENTO EM 06 DE OUTUBRO DE 2016, Casa do Bacalhau, Rua Dias da Cruz, 426, Méier, a partir das 19h, Rio de Janeiro/RJ.

PEDRA FILOSOFAL
Marcelo Mourão


Nada é igual
nem simétrico.
Tudo que vejo
é imperfeito.
Ou seria perfeito
cada qual do seu jeito?
Nada do que toco
é exatamente
como percebo.
Derrubo mitos
feito Nietzsche.
Tudo é múltiplo
enquanto existe.
Verdades são várias:
vista a que lhe sirva.
Nada é normal
nem previsível.
Tudo o que se mostra
guarda segredos.
Enxergar além das portas
é o meu maior desejo.


Mais informações pelo e-mail: oficinaeditores@oficinaeditores.com.br