FACA DE PONTA, FOGO DE PALHA - poesia (82 páginas)

Pré-lançamento dia 27 de maio de 2012, a partir das 16h, na AABB - Associação Atlética Banco do Brasil, no evento Salão Poético, coordenado por Eurídice Hespanhol, Lagoa, Rio de Janeiro/RJ.


Jorge Ventura

Cônsul Poetas Del Mundo (região Recreio/RJ), Diretor de Comunicação Social da APPERJ (Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro) e do SEERJ (Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro), é ator, jornalista e publicitário. Autor de Turbilhão de Símbolos (2000) e Surreal Semelhante (2003), pela Imprimatur-Rio; e do ensaio jornalístico, Sock! Pow! Crash! – 40 anos da série Batman da TV, pela Opera Graphica-SP. Já publicou em dezenas de coletâneas e antologias no Brasil e no exterior, e hoje colabora para sites, jornais e revistas do segmento literário. Integrante do Movimento Poetas Sem Fronteiras, é um dos coordenadores do sarau homônimo. Em seu currículo, constam diversas premiações como poeta e intérprete.

“Neste livro repleto de revelações e bem-sucedidas experiências semânticas, Jorge Ventura nos oferece uma compreensão ampla da realidade existencial. Imerge nas profundezas da alma humana para desvendar-lhe os mais recônditos enigmas. Para tanto, vale-se das imagens conflitantes que permeiam todos os âmbitos da vida. “Faca de Ponta, Fogo de Palha” é um testemunho vertiginoso da nossa trajetória no mundo.”

Márcio Catunda, poeta e ensaísta, nasceu em 22 de maio de 1957 em Fortaleza, Ceará, é diplomata e autor de diversos livros de poesia, tais como Incendiário de Mitos, Navio Espacial, Sortilégio Marítimo, Rosas de Fogo, No Chão do Destino, Verbo Imaginário, Plenitude Visionária e Emoção Atlântica entre outros, e de ensaios, tais como Na Trilha dos Eleitos (volumes I e II), A Essência da Espiritualidade e Palavras Singulares. Seu mais recente sucesso a organização da antologia Engenho Urbano: Rio, 41 Poetas.

A FACA E O FOGO

a Mano Melo

na saga da faca
na saga do fogo

uma face corta
outra face queima
e dois lados brilham

qual luz mais seduz?
a que chama à luta
ou a que cala em luto?

é faca de ponta
é fogo de palha

mas onde a ponta é
de orgulho ou medo
que me honra ou valha?

mas onde a palha é
ordinária ou não
chão do meu lugar?

quando a faca afronta
o fogo é navalha

fio a fio gume a gume
rebrilho e fagulha



Mais informações pelo e-mail: oficinaeditores@oficinaeditores.com.br

 

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