O cobertor azul - romance, 276 páginas

Marcia Agrau

RELANÇAMENTO NA XV BIENAL INTERNACIONAL
DO LIVRO DO RIO DE JANEIRO/2011
no estande P22- OFICINA Editores, Rua "P",
Pavilhão Verde, Riocentro, das 18:15 às 19:45h
LANÇAMENTO DIA 04 DE DEZEMBRO DE 2009, às 18h, no PEN Clube do Brasil, Praia do Flamego, 172/11º andar, Flamengo, RioRJ.
LANÇAMENTO DIA 12 DE SETEMBRO DE 2009, na XIV Bienal Internacional do Livro/RJ, das 15:30 às 17:10h, no estande da OFICINA, Pav. Verde, Rua "Q", no Riocentro, Barra da Tijuca/RJ.
Marcia Agrau estende para seus leitores
um enorme cobertor que abriga uma infinidade de personagens conflitivas e
inusitadas, as quais poderíamos sumariamente substantivar em doença
terminal e alcoolismo; fazenda, antes, quase à beira da ruína,
soerguida, depois, por mulher de pulso forte, ainda que desamorosa e interesseira;
esquizofrenia surpreendente aflorada em razão da perda de um objeto
valioso de família no contexto entre duas irmãs solitárias.
Em O cobertor azul observam-se igualmente as pretensões intelectuais
de um poeta em cidade pequena, sem futuro, o aparecimento de uma livraria,
também com pretensões inusuais e sua “vã filosofia”,
afora a manifestação de sentimentos nobres no que tange a animais
domésticos e seus donos.
A essa estrutura desconcertante não poderiam faltar um inesperado adultério,
a luxúria com relógio de ponto e a devassidão cronometrada
dentro e fora de um bordel.
Pari passu a Autora cria fatos independentes do transcurso narrativo emprestando-lhes,
em certo sentido, a fisionomia do conto, mas sempre acoplando-os ao enredo
primeiro.
Cabe-me apenas dar parabéns a Marcia, acrescentando-lhes Grau 10 por
mais uma incursão criativa em sua saga literária.
Helena Ferreira. Professora de Língua
e Literatura Espanhola na Faculdade de Letras, da Universidade Federal do
Rio de Janeiro /UFRJ.
Tradutora, ensaísta e poetisa.
Sócia-titular do PEN Clube do Brasil, além de membro da União
Brasileira de Escritores/UBE-RJ, da Sociedade Eça de Queiroz e da Associação
dos Amigos de Miguel de Cervantes.
“Há um cobertor azul
que iguala os homens
quando à noite, nas camas, sonham enquanto dormem,
e uma corneta verde que igualmente os acorda
ao tilintar do sol, alvorecendo o dia.
Mas há, sobretudo, uma rosa vermelha
no casaco de luz que usam quando amam
e uma coleira rosa que orna alguns pescoços
daqueles que se humilham na roda das paixões.
Donde há que se conclua que as vestes sejam brancas
e as camas, macias
e os ouvidos, bem limpos
e que em nenhuma casa se cultivem porões.”
"Manuel Pitanga"
A cidade era pequena, mas possuía o seu poeta, Manuel Pitanga, e uma
livraria onde se aprendia de tudo, dos melhores clássicos às
fofocas do dia. A segunda esposa do Doutor Orozimbo, o fazendeiro, era detestada
pela população. A velha professora, adorada. O gerente do banco,
desprezado. O excelente juiz prevaricava enquanto todos dormiam. No meio da
vidinha aparentemente pacata do lugar, acontece uma morte que revira o local
e os conceitos. Que lugar é este? Que gente é esta? De que trama
é tecido O COBERTOR AZUL?
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