Conversa Proibida - o evento
(Aquilo Que Nunca Foi Dito Pelos Poetas)

Coordenação: poeta Sérgio Gerônimo

Estreiou dia 18 de março de 2010, no Up Turn Bar, Av. das Américas, Freeway Shopping, às 20h. Ingressos a 10 reais.

O projeto

Formato de talk-show.
Serão apresentados dois poetas, mais a opção de um músico, DJ, DVJ ou artista plástico por “CONVERSA”, convidados pela coordenação do evento;
As apresentações serão de dez minutos cada poeta; e um bate papo proibido entre convidados, coordenador e plateia, valendo o mesmo para o segmento musical, que será apresentado no intervalo entre apresentações poéticas, com músicas proibidas por sugestão dos poetas convidados;
Ao final de cada conversa, cinco poetas da plateia, após rápido sorteio no local, se apresentarão com um poema de sua produção.

Após a CONVERSA - pista liberada para danças proibidas.

Apoio: APPERJ; Up Turn Bar; Novos Uivos; Projeto Estrada 55; Círculo Orquidófilo Maricaense; Horus Roupas; Reproarte Gráfica

Realização: OFICINA

Todos nós possuímos uma caixa preta dentro do nosso corpo visível. Bem, pelo menos, este aqui parece ser. A intuição sem-vergonha, a completude da criatividade e a produção promotora de agitação na vida, às vezes resolvem pensar por si próprias e nos censura os atos e as vontades mais secretas de nossas bibliotecas-espelho, um alterego padrão, ou melhor, patrão. Não sei! E nem quero saber, também, da falta de coragem. Eu... Eu... Eu quero dizer... Não! Não é isso! Não é nada disso! É! Eu confesso! Eles são poemas de mim – não meus! Irresponsáveis dialogam por vias transversas e são tão diretos que nocauteiam as vidraças da minha sensatez, reflexos existenciais de meus outros eus, imensidões de mim – não minhas! Não! Não minhas! Mas que se encontram em uma...
CONVERSA PROIBIDA.

PRÓXIMO EVENTO 28 DE MAIO

 

olhe...
olhe!
aprecie...
aprecie!
tudo é nosso
mantenha-se livre toda a dimensão
de extremos e meios
das cores dos seixos possíveis
de conchas e coxas
de espumas palpáveis
...
e então?
e então...
toque o meu corpo
beba a melodia pura em seus dedos
sinta a brisa ventar meus elos
por entre arrecifes e sargaços
mormaços pelos pelas pernas
tenha como hábito
absorver o meu hálito salino
não estranhar dobras de contentamento
em areias nos meus ouvidos testemunhas
e nem um certo gosto marinho
intensidades
acetinando ondas assanhadas
em meus ombros quebra-mar
quebranto
de maré cheia lua nova
vazante de escuridões em portos clandestinos
quando de arruda e guiné
me benzo de líquidos sensuais
das águas ofertadas desse mar em frente

ele sou eu
passaporte
conexão sempre

mergulhe...
mergulhe chegadas e partidas
aprofunde-se
tudo é nosso
mantenha-se livre
acredite...
acredite!

sg & fmd


Fotos do evento do dia 18 de março de 2010

Mais informações pelo e-mail: oficinaeditores@oficinaeditores.com.br